Valentin luchador

Agosto 26th, 2008

Un verdadero boxeador, solamente para su serie de golpes cuando el adversario va a la lona.

Ya el soñador es diferente, lo golpeá lo que puede, pero juega la toalla o finge que fue a la lona, solamente para resistir y volver para pelear en la hora cierta, como un buen luchador.

Soy uno de éstos, igual a los muchos que intentan golpear al mundo de alguna manera, pero que duermen en la lona…solamente esperando la hora cierta de volver.

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Chica rutera

Agosto 3rd, 2008

Espero que vuelvas
Chica rutera

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Preciso me encontrar

Julho 2nd, 2008

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver…

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar…

Composição: Cartola/Candeia

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Rouquidão

Junho 10th, 2008

Preciso dizer, preciso gritar, nem que tenha que explodir meus podres pulmões.

Gritar, isso mesmo. Gritar alto o suficiente para você escutar onde quer que esteja. Para que mesmo sob uma alta musica, você possa escutar, mesmo que esteja em um lugar distante, mesmo que você já não possua mais ouvidos pra mim…

Mesmo que fique rouco, mesmo que eu nunca mais possa falar…mas realmente preciso dizer o quanto ti amo…

*escrito em 22/03/2008

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Valentin

Maio 19th, 2008

Seguindo como se pelo sertão 
Amado ou não 
sem saber o tempo de espera e o hão 

Pelas ruas marchando 
usando apenas como refrão 
sua solidão 

Amores dissolúveis 
Velhas Histórias 
Todas como chão 

Seguindo com a mão no coração 
e a outra em vão 
Tendo apenas como certeza 
Sua própria ilusão

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Caminaremos

Março 30th, 2008


Aprete mi mano y caminaremos solamente
por la parte amarilla de la vida.

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Carta à Clara

Março 29th, 2008

Logo veio Clara. Entre tantos nomes me veio este. Não posso dizer que seria pelo claro dos teus olhos, pois eles não são tão claros assim, possuem um “que” de índia, um olhar de quem acaba de sorrir ou nascer.

Acabou me deixando dependente. Já me causa estranheza se deixo de falar com você por um dia ou se vou embora sem me despedir. Mesmo que ainda não tenha se acostumado aos abraços de “até amanhã”, é gostoso sentir teu abraço despreparado, um abraço de alguém que acha que não seria abraçada no dia.

Gosto de você. Não sei se por eu nunca ter tido alguém para chamar de Clara ou se é por que preciso de seu olhar feliz neste momento…

Logo nos vemos. Se cuide.

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Engrenagem

Março 17th, 2008

A engrenagem segue à rodar.

Conheceremos centenas de lugares, distantes, frios, desérticos, fashions, campestres, urbanos, junkies ou simplesmente confortáveis.

Acima de tudo, conheceremos milhares de pessoas, psicopatas, falsos poetas, filósofos, empresários, operários, gente de bem, malandros, romancistas e quem sabe, entre tantas voltas e lugares, encontremos também, nômades ou os circenses do David Toscana.

Nos apaixonaremos incansavelmente por diversas destas pessoas e viveremos grandes histórias em muito destes lugares.

A engrenagem pode ser suja, desgastada e velha, mas quando verdadeira, sempre seguirá à rodar, voltando ao início de onde nós começamos.

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Carta al papá

Março 15th, 2008

Querido papá,

Ahora qué estas muy lejos de aquí, le estranho mucho.
Un grande abrazo de su hijo.

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Quizumba e sua marchinha

Fevereiro 18th, 2008


Por um longo tempo viveu na ilusão de o tempo interagir com o espaço. Mas ele foi mais ligeiro. Viveu antes que o tempo acabasse e correu para aonde ainda havia espaço.

 

Ele e sua marchinha seguiram para aonde o tempo ainda sorria, onde o povo ainda cantava. Eram apenas a marchinha e sua amada que o interessava.

 

Logo se tornou ídolo continental. Compôs uma marchinha atrás da outra, hit pós-hit, amando cada vez mais sua amada, fazendo mais gente cantar, idolatrar.

 

Percorreu toda a América, até não haver mais espaço, até o tempo se esgotar.

 

Em uma dança sem lógica, diante de uma platéia mudo-falsa, se despediu.


Só lhe restando a amada e a cortina baixada.

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Pedro

Fevereiro 3rd, 2008

Vá Pedro, já é tarde. Sabes que o metrô já não funciona nesse horário e que a rua torna-se muito mais perigosa.

Corra Pedro, pois ela já apagou as luzes da casa, foi deitar sem você. Adormeceu pensando no galã do folhetim. Sempre dormirá pensando em outros, em muitos, menos em você.

Pare Pedro, sempre se preocupando com aquela promoção que nunca vem. Contas sendo acumuladas e a tua vida passando, resumindo-se apenas á correr atrás do salário.

Teu filho crescendo sem ter um pai presente. Não reconhece mais o moço do retrato na sala de estar, moço que anos atrás era você. Como você se acabou tão depressa ?! Mal reconhece o homem barbudo que chega sempre tarde do trabalho…

Quando chegar, abrace-o e o chame de “Meu filho”. 

Corra, pois não há muito tempo.

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O dono do céu

Janeiro 25th, 2008

Ganhou o Mar em uma partida de bolinhas de gude. Foi uma aposta. Sempre temeu o Mar. É imenso, fundo e possue áreas em que o homem nunca mergulhou, dizia ele.Foi pra casa descontente com aquele prêmio. Porque não ganhou na aposta simplesmente uma pipa? ou a figurinha do Zico que tanto lhe faltava no álbum? Não conseguiu dormir, afinal, o que faria com o Mar?

Amanhecendo, procurou seu amigo Sebastião. Morava perto, na Rua das Chácaras. Sebastião, era o filho do corretor de imóveis, o único da cidade. Passaram o dia montando o anúncio, talhando e pintando uma placa de madeira, com os dizeres “Troca-se o Mar”.

Passou cerca de duas semanas e ninguém o procurou. Na manhã de quinta-feira, Sebastião foi até sua casa.

- Olha, olha, olha! Fiquei sabendo que o garoto do 522 deu o Céu e as Estrelas para a namorada!
- Sério? Palavra?
- Sim, sim! Não é o Céu que você quer?
- Sim! Apenas o Céu, as estrelas não vou querer! que deixem elas lá, afinal, muitas pessoas dependem delas para ilustrar seus sonhos.
15 minutos depois, os dois se encontravam no 522.

- A sua namorada esta disposta a trocar o Céu? Apenas o Céu, não quero as estrelas hein!
O garoto do 522 franziu a testa
- Eu pago o que você quiser! Tenho o Mar! Posso trocar!
Não entendendo nada, o garoto apenas disse…
- Tá, tá fique com o Céu, ele é todo seu, mas agora saia do meu jardim.

Os dois saíram correndo dali e nunca mais se soube algo sobre o dono do Cèu. Contam que certa vez, alugou o Céu para um rico fazendeiro poder usar seu aero-plano. Por quanto? 300.000 cruzeiros.

Mas o dinheiro nunca foi visto, tampouco, o aeroplano. Porém, todos sabiam que o céu ainda pertencia à ele, pois azul, era sua cor favorita…#

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